top of page
Espaço Vivo
Aqui é uma hospedagem coletiva, onde você pode conhecer fluxos, trilhas e colaborações de outros autores e artistas. Entre e passeie por novas formas, textos e histórias. Antes de chegar nesse nome, "Espaço Vivo", passeei por outros. Caminhei por Criadoria, Imaginâncias e Espaço do Poetizar. E deixei que o movimento e a abertura para o que é Vivo. Entre e fique à vontade. Respire, relaxe e aproveite.


Saca-rolhas - Denise Morais
Enquanto arrumava a casa, lembrava do dia em que ela me contou que já tinha escondido a sujeira debaixo do tapete para esperar a visita de última hora. Eu sempre duvidei se era folclore. Agora, ela seria a visita, porém, uma visita planejada, que eu esperei por muito tempo. Eu continuava no mesmo bairro, na mesma cidade, quase na mesma rua. Ela tinha batido asas, literalmente, para a cidade do Plano Piloto. Nossos voos ficaram distantes, mas essa amizade tão única, carregada
18 de out. de 20242 min de leitura


Memória é sentimento - Idarci E. Lasmar
Sem que eu perceba, lá vem o tempo, garoto agitado, tirando dos bolsos lembranças coloridas, fazendo arco-íris em minha mente. Mergulham na minha pele, escorrem pelos dedos. Uma vai enlaçando a outra até formar um elo do mais fino trato. No pátio da memória, brincam de fazer lembrar, um começo que não tem fim. É assim que tempos passados vem costurar os meus dias, e eu revisito coisas doces de minha vida, entre elas, a Dorinda. Sempre que me lembro dela, sinto como se algo po
30 de ago. de 20242 min de leitura


Um Debate e um Poema - Adriano Monteiro de Paula Cavalcante
O Coxo Catulo da Paixão Cearense Certa vez Um homem descortês Que vendo um coxo Passar amuletado Chamou-lhe: sacripante, Estúpido, ignorante, malcriado! E o coxo, sem dar mostras de zangado Seguia o seu caminho, paciente Que quase nem parecia o insultado! E seguia, e seguia, e apenas traduzia A sua quase compaixão em um muxoxo. Quando o homem descortês, contrariado, por ver que o insultava sempre em vão Começou a chamá-lo: “Ó coxo, ó coxo!” Pois o coxo, que não se molestara
24 de ago. de 20241 min de leitura


De Braços Abertos - Autora: Denise Morais
Mais de um par de décadas sem visitar o ponto turístico. Antes, muitas câmeras fotográficas tentavam capturar instantes. Hoje, celulares de todos os modelos e marcas disputam espaço nas mãos de turistas ávidos. A paisagem lá de cima continua linda, como sempre. A cidade, de fato, tem uma beleza estonteante. Era de se esperar fila de gente. No entanto, o que mais me surpreende é para onde caminham as pessoas. Se é que caminham… gente de todas as partes. Uma hora de espera para
13 de ago. de 20243 min de leitura


Casa no interior
Minha amiga sempre fala da casa que era dos seus pais e ainda é mantida por ela e suas irmãs no interior de Minas. Quando precisa recarregar suas energias, ela vai até lá, mesmo sem os pais vivos. Isso me fez recordar que por muitos anos, quando criança, eu sonhava em ter uma avó para visitar no interior, e sabia exatamente como seria a sua casa. Ela era bege e tinha um pequeno jardim na frente, com roseiras dos dois lados. No meio da casa, uma escada de três degraus, com o
1 de jul. de 20243 min de leitura


Rita Lee, a escrita e o piano
De vez em quando, a gente para e pensa em coisas que fazemos quase que automática e mecanicamente e por que paramos para pensar, ela deixa de ser fluida. Sei que artistas enfrentam pausas na sua criação, e eu longe de ser uma artista, tive recentemente meu tempo para pensar sobre a minha escrita. E, obviamente, ela se assustou, não eu, mas a escrita, e logo, logo se escondeu de mim. Com medo de assustá-la ainda mais, fiquei quietinha, sem movimentos bruscos ou busca desenfrea
6 de jun. de 20243 min de leitura


Dias Perfeitos - o filme
Assistir ao filme “Dias Perfeitos” é ter uma experiência ao lado do protagonista. O diretor Win Wenders coloca uma moldura na rotina de um japonês que vive em Tóquio e nos leva a compartilhar sua vida simples. O enredo é praticamente silencioso e nos faz ter reações adversas. Por exemplo, cheguei a ver o filme em três partes em função do sono que senti, pois fui embalada pelo relaxamento que o ritmo e as imagens me causaram. Em vários momentos, me identifiquei com o personage
4 de jun. de 20243 min de leitura


Banho de Mar
Nada como um banho de mar no primeiro dia do ano. A parte das metas já tinha sido pensada e escrita há uma semana, e pela primeira vez reduziu os itens daquela lista. Esse período é bom para reflexão. Não que nada mude na natureza. Essa virada é apenas mais uma convenção dos homens, mas por que não tirar proveito disso? Era raro ela viajar nessa época. Geralmente, prefere lugares mais vazios ou ficar em casa. Mas naquele ano foi diferente. Ela estava diferente. Naquele primei
6 de jan. de 20242 min de leitura


Menina Letrada
Para a mãe não letrada, a menina já sabia ler desde muito nova. Ela já lia alegria quando os passarinhos cantavam através da mãe inspirada depois de uma noite de amor. Lia tristeza quando via chuva no rosto da mãe depois de uma discussão em silêncio com o pai. Lia dor antes mesmo antes do anúncio da morte da avó. Lia amor quando se recolheu assim como o oceano antes do tsunami ao ver seu colega de sala. Lia falta de sentido na água parada da lagoa assim como continuar pedalan
4 de dez. de 20232 min de leitura


Apenas a minha identidade
Por muitos anos, carreguei a identidade dos meus filhos na minha carteira. Tirei quando eram muito novinhos para evitar andar com certidão de nascimento. Desde então coloquei as identidades deles junto da minha, ao lado das carteirinhas do plano de saúde e do clube. Para viajar, ir ao hospital ou ao clube, eu não precisava buscar os documentos: andávamos juntos. Tive a opção e o privilégio de parar de trabalhar por um tempo e no leva e traz das atividades, eu já estava equipa
10 de nov. de 20232 min de leitura


Cultivando a Paz
Li recentemente que “se houver um pouco de paz em nós, haverá um lugar no mundo onde a paz existe”. Em meio de tantas notícias avassaladoras, pensar desse jeito, é sinal de resistência e de contraponto. É uma forma de não se render e de não se deixar inundar pela onda do medo e da falta de esperança. Psicanaliticamente falando, é se posicionar de uma forma autônoma em relação a um Outro - no caso, a guerra. A questão aqui não é estar indiferente ao sofrimento de tantas pessoa
10 de nov. de 20231 min de leitura
bottom of page